Ativistas citados pela imprensa internacional indicam que só esta quinta-feira já morreram pelo menos 95 pessoas, vítimas dos ataques sucessivos das milícias conduzidas por Bashar al-Assad, o presidente da Síria.
A violência intensificou-se na região e os episódios de luta armada duram há seis dias consecutivos, tendo provocado centenas de mortos, escreve a BBC, um dos poucos meios de comunicação que mantém um jornalista no local.
Testemunhas locais avançam à estação de televisão Al Jazeera que os bombardeamentos das últimas horas se centraram nos bairros de Bab Amr, Khaldiyeh e al-Bayada.
Rami Abdul Rahman, do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização sediada no Reino Unido, disse que durante as primeiras horas da manhã 57 pessoas morreram depois de um forte ataque em Homs, 36 delas no bairro de Baba Amr e 11 na sequência da queda de um morteiro sobre o bairro de Inshaat.
Outras quatro pessoas foram mortas em Rastan, nas imediações da província de Homs.
Desde o início da revolta civil na Síria, os confrontos entre civis e militares já provocaram mais de 7 mil mortos, indicam dados da Organização das Nações Unidas, recolhidos junto de associações locais.